Brigas entre irmãos - ações que contribuem para minimizar estes conflitos
Lidar com as brigas entre os irmãos pode ser algo bem desafiador e frustrante. Essa é minha maior dor na maternidade e a trago neste artigo na intenção de contribuir para que outras famílias possam minimizar estes conflitos.
Eu sou Jucelles Dumont, mãe da Laura – 8 anos e da Luísa – 6 anos, esposa do Lucas, Pedagoga e Educadora Parental.
São muitos os fatores que contribuem para os pais não intevirem de forma assertiva nos conflitos entre irmãos.
Dentre eles, podemos citar:
- falta de tempo de qualidade com as crianças;
- falta de comunicação transparente e firme;
- falta de limites;
- pais negligentes ou permissivos…
Quando a Luísa nasceu, a Laura era muito pequena, o ciúme era nítido e crescente. Precisávamos conte-la a todo momento, às vezes ela me machucava. Mas a maior frustração veio quando percebemos que os ciúmes dela não iria passar. A Luísa cresceu e percebemos os ciúmes muito presente em sua personalidade também.
As brigas iniciaram e me paralisaram. Nós pais, nos frustramos e paralisamos com as brigas entre irmãos porque colocamos em nossos filhos nossas expectativas de adultos. Almejamos a relação perfeita. A concepção de irmãos que temos ou gostaríamos é de que sejam super parceiros, eternos amigos e cumplices.
Através da Educação Parental, esse cenário tem se tornado cada vez menos frequente em nosso lar. As relações tem mudado significamente aqui porque:
- Buscamos entender a personalidade de cada uma das nossas filhas e as aceitamos do jeito que são;
- Entendemos que, como adultos da relação, precisamos criar estratégias e buscar meios saudáveis de lidar com os conflitos;
- Criamos momentos de interação com cada uma das filhas. Afinal elas são diferentes, tem gostos e necessidades específicas;
- Não damos a Laura a “responsabilidade de filha mais velha”. Entendemos que este é um erro, afinal ela é uma criança;
- Promovemos em nossa rotina tempo de qualidade com as duas, onde satisfazemos às necessidades de serem vistas e ouvidas;
- Entendemos que nossa casa é “nossa”, elas fazem parte, assim atendemos a necessidade de pertencimento;
- Mantemos um diálogo bem transparente, mostrando a importância de cada uma para nossa família, sendo acolhidas do jeitinho que são;
- Por último combinamos regras e limites buscando uma relação respeitosa entre elas.
Dessa forma, as brigas têm minimizado consideravelmente.
Precisamos entender que também está relacionado ao nosso momento vivido e com nosso nível de consciência. Isso tem feito muita diferença.
Sentimos e vemos que estamos no caminho certo com elas. Desejamos isso a você também.
Jucelles Dumont
Formada em Pedagogia, life e selfie coach pelo Instituto Brasileiro de Coaching - IBC, Educadora Parental em formação, facilitadora da Jornada das emoções para Pais e das Oficinas das Emoções pela Amar e Acolher - A&A e Especialista em adolescentes pela Parent Coaching Brasil.
Idealizadora do Programa Laços de Família.
"Minha missão é conduzir famílias contribuindo para a formação de crianças e adolescentes fortes para o mundo."